O Soninho da Nuvem Clarinha

No alto do céu, onde tudo é azul e macio, vivia uma pequena nuvem chamada Clarinha. Ela era a nuvem mais fofa de todas, parecida com um grande pedaço de algodão-doce.
O dia todo, Clarinha passeava pelo céu. Ela brincava de fazer sombras nas montanhas e de apostar corrida com os passarinhos. Mas, quando o Sol começava a se esconder no horizonte, pintando o céu de laranja e violeta, Clarinha sabia que era hora de descansar.
— Boa noite, Sol! — disse Clarinha, vendo o amigo mergulhar atrás do mar. — Boa noite, Clarinha — respondeu o Sol, com um último raio quentinho.
O céu foi ficando escuro, e as primeiras estrelinhas começaram a piscar: plim, plim, plim. A Lua, grande e prateada, apareceu sorrindo para iluminar a noite.
Clarinha sentiu suas pálpebras ficarem pesadas. O Vento Norte, que costumava soprar forte, agora soprava bem devagar, como uma canção de ninar.
— Shhh… — sussurrava o Vento. — É hora de dormir, pequena nuvem.
Clarinha se aninhou perto da Lua. Ela afofou suas bordas, respirou fundo e soltou o ar bem devagar, sentindo-se leve, muito leve. Lá embaixo, as luzes da cidade se apagavam, e o silêncio abraçava o mundo.
Balançando suavemente para lá e para cá, Clarinha fechou os olhos e sonhou com arco-íris. E assim, no abraço do céu estrelado, tudo ficou tranquilo.
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