Os Três Porquinhos

4 min de leituraHistorinha para dormir
Os Três Porquinhos
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Era uma vez, em uma clareira ensolarada, três irmãos porquinhos que decidiram que era hora de deixarem a casa da mamãe para viverem suas próprias aventuras. Mamãe Porquinha, carinhosa mas preocupada, os chamou antes da partida e disse:
— Meus filhos, sejam cuidadosos. Construam casas seguras, porque há um lobo mau que adora passear por aqui!

Os três porquinhos prometeram que tomariam cuidado, se despediram e seguiram pelo caminho.

O primeiro porquinho, chamado Pipo, era alegre e brincalhão, mas não gostava muito de trabalhar. Ao ver um monte de palha à beira da estrada, sorriu e pensou:
— Ah, que sorte! Com essa palha, faço minha casa rapidinho e terei mais tempo para descansar e cantar.

Em pouco tempo, Pipo construiu sua casa de palha. Ficou feliz com o resultado, embora ela fosse bem frágil.

O segundo porquinho, chamado Nico, era um pouco mais responsável que o irmão, mas também queria terminar rápido. Ele encontrou um monte de madeira e disse:
— Madeira é mais resistente que palha. Vou fazer minha casa com isso e ainda terei tempo de sobra para relaxar.

Nico trabalhou um pouco mais que Pipo, mas logo sua casa de madeira ficou pronta. Era mais forte que a de palha, mas ainda não era a mais segura.

Já o terceiro porquinho, Tito, era calmo e cuidadoso. Ele sabia que o lobo mau não desistia facilmente. Por isso, decidiu fazer uma casa de tijolos. Tito trabalhou por dias, colocando cada tijolo no lugar, preparando argamassa e erguendo paredes firmes. Seus irmãos riram dele:
— Para que tanto esforço, Tito? O lobo nunca vai nos encontrar! — diziam.

Tito apenas sorriu e respondeu:
— É melhor prevenir do que remediar.


Alguns dias depois, enquanto Pipo cantava do lado de fora da sua casa de palha, o lobo mau apareceu, com um olhar faminto.
— Ora, ora, que porquinho delicioso! — disse o lobo, lambendo os lábios. — Abra a porta, porquinho!
— Nem pensar! — respondeu Pipo, tremendo.

O lobo então avisou:
— Então eu vou soprar… e a sua casa vai voar!

E soprou tão forte que a casa de palha se desfez no ar. Pipo correu o mais rápido que pôde para a casa de madeira de Nico.


O lobo, astuto, seguiu o rastro e logo chegou à casa de Nico.
— Dois porquinhos? Melhor ainda! Abram a porta!
— Não vamos abrir! — gritaram os dois irmãos.

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O lobo ameaçou:
— Então eu vou soprar… e a casa vai voar!

Soprou uma, duas vezes, e a casa de madeira balançou até cair. Os dois porquinhos correram desesperados para a casa de tijolos de Tito.


Tito abriu a porta para os irmãos, que entraram apavorados.
— O lobo está vindo! — gritaram.

Logo, o lobo bateu na porta.
— Abram! Quero conversar…
— Não vamos abrir, lobo mau! — respondeu Tito.

O lobo sorriu maliciosamente.
— Então vou soprar!

Ele soprou, soprou e soprou… mas a casa de tijolos nem se mexeu. Tentou de novo, até ficar sem fôlego. Então, teve uma ideia: subir pela chaminé.

Mas Tito, esperto, já havia colocado uma panela de água fervente no fogo. Quando o lobo desceu pela chaminé…
— Auuuuuuuu! — gritou, pulando para fora, queimado e humilhado. E correu para nunca mais voltar.


Os três porquinhos se abraçaram, aliviados. Pipo e Nico aprenderam a lição: trabalhar duro e fazer as coisas bem feitas vale muito mais do que fazer rápido para ter tempo de brincar.

E assim, viveram felizes, seguros e… trabalhando juntos para melhorar ainda mais a casa de tijolos.

Fim. 🐷🐷🐷🐺

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