A ovelhinha que se perdeu e foi encontrada

10 min de leituraHistorinha para dormir
A ovelhinha que se perdeu e foi encontrada
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Era uma vez, em uma terra de colinas suaves e vales verdejantes, muito distante daqui, um Pastor muito especial chamado Amado.

Amado não era um pastor comum. Ele tinha um coração que parecia maior que o próprio mundo. Ele cuidava de um rebanho grandioso, com exatamente cem ovelhas. Eram ovelhas de todos os tipos: algumas mais velhas e sábias, com lã grossa e creme; outras jovens e saltitantes, brancas como nuvens de verão.

Mas o mais incrível sobre o Pastor Amado era que ele não via apenas “um rebanho”. Ele via cada uma delas. Ele sabia o nome de todas. Havia a “Estrela”, que tinha uma manchinha branca na testa; o “Trovão”, que berrava mais alto que todos; e havia a pequena Bella.

Bella era uma ovelhinha muito curiosa. Sua lã era a mais macia de todas, e seus olhos negros estavam sempre procurando a próxima aventura. Ela amava o Pastor Amado, pois ele sempre as levava para os pastos onde a grama era mais doce e a água do riacho era mais fresca e cristalina.

Todos os dias, ao nascer do sol, o Pastor Amado abria a porteira do aprisco (que é a casinha segura onde as ovelhas dormem) e as chamava pelo nome. Ele as guiava com seu cajado longo e curvo, protegendo-as dos lobos e garantindo que nenhuma ficasse para trás.

Um dia ensolarado, o rebanho estava pastando pacificamente perto de um bosque de oliveiras. A grama estava deliciosa naquele dia. Bella estava comendo perto da borda do grupo quando viu algo incrível: uma borboleta azul brilhante, maior do que qualquer uma que ela já tinha visto.

A borboleta voou um pouco para longe, e Bella deu dois passinhos atrás dela. “Só vou olhar mais de perto”, pensou a ovelhinha. A borboleta pousou em uma flor vermelha, um pouco mais distante. Bella deu mais quatro passos. A grama ali parecia ainda mais verde! Ela deu mais uma mordida. Hummm, que delícia!

Sem perceber, passo a passo, mordida a mordida, Bella foi se afastando. Ela estava tão distraída com a borboleta e com a grama nova que não ouviu quando o Pastor Amado chamou o rebanho para voltar para casa.

O sol começou a se pôr atrás das montanhas. O céu, antes azul-claro, ficou laranja, depois roxo, e finalmente, um azul muito escuro. O ar ficou frio.

Bella levantou a cabeça, com um tufo de grama na boca, e olhou ao redor. — Mééé? — ela chamou.

Mas só o silêncio respondeu. As outras noventa e nove ovelhas tinham ido embora. O Pastor Amado tinha ido embora.

O coraçãozinho de Bella começou a bater muito rápido, como as asas de um passarinho assustado. Ela tentou correr de volta pelo caminho que achava ser o certo, mas no escuro, tudo parecia diferente. As árvores, que de dia pareciam amigas, agora projetavam sombras longas e assustadoras que pareciam monstros.

Ela correu mais um pouco e — ai! — prendeu a patinha em um espinheiro. Os espinhos arranharam sua pele e prenderam sua lã macia. Quanto mais ela tentava se soltar, mais presa ficava.

Agora, estava completamente escuro. Uma coruja piou alto em cima de uma árvore: “Uhh-uhh!”. Bella começou a tremer de frio e de medo. Ela estava sozinha no mundo grande e escuro. Ela chorou um “mééé” baixinho e triste, encolhendo-se entre os espinhos.

Enquanto isso, de volta ao aprisco seguro e quentinho, o Pastor Amado estava fazendo o que fazia todas as noites: contando suas amadas ovelhas antes de fechar a porta.

— Noventa e sete… noventa e oito… noventa e nove… — O Pastor parou.

Ele olhou de novo. Contou de novo. Seu coração apertou. Faltava uma. Ele sabia exatamente quem era, sem precisar pensar duas vezes.

— Bella — sussurrou ele, preocupado, olhando para a noite escura lá fora.

As outras noventa e nove ovelhas estavam seguras, quentinhas e juntas dentro do aprisco. Muitos pastores poderiam pensar: “Bem, eu ainda tenho noventa e nove. É perigoso lá fora. É melhor eu ficar aqui.”

Mas não o Pastor Amado. Ele amava Bella demais para deixá-la sozinha no perigo. Ele sabia que ela não conseguiria voltar sozinha.

Ele pegou sua lanterna de azeite, segurou firme seu cajado e fechou bem a porta do aprisco para proteger as outras. Então, ele marchou para dentro da noite escura.

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O Pastor Amado refez todo o caminho que tinham percorrido durante o dia. Ele não se importava com o frio da noite. Ele não tinha medo dos lobos, pois seu amor era mais forte que seu medo.

Ele subiu em pedras altas e chamava: — Bella! Bella! Onde você está?

Ele desceu em vales profundos, usando a luz da lanterna para olhar embaixo dos arbustos. — Bella! Minha pequena!

Horas se passaram. O Pastor estava cansado, seus pés doíam, mas ele não desistia.

Até que, em um momento de silêncio entre o vento, ele ouviu. Era um som muito fraquinho. — Mééé…

Os ouvidos atentos do Pastor reconheceram imediatamente. Ele correu na direção do som. Lá, no fundo de um barranco, presa no meio de um espinheiro, ele viu uma bolinha de lã branca e trêmula.

— Bella! — exclamou ele, com a voz cheia de alívio.

Quando Bella viu a luz da lanterna e ouviu a voz do seu Pastor, ela chorou ainda mais alto, mas agora era um choro de esperança.

O Pastor Amado não brigou com ela. Ele não disse: “Sua ovelha boba, por que você fugiu?”. Não. O rosto dele estava cheio de compaixão.

Com muito cuidado, ele usou suas mãos fortes para afastar os espinhos. Gentilmente, ele desembaraçou a lã de Bella e a libertou.

Ele viu que ela estava muito cansada e assustada para andar. Então, o Pastor Amado fez algo lindo. Ele se abaixou, pegou a pequena Bella e a colocou sobre seus próprios ombros, em volta do pescoço, como se ela fosse um cachecol de lã vivo.

Bella sentiu o calor do corpo do Pastor e ouviu a batida forte e calma do seu coração. Ela estava segura. Ela fechou os olhinhos e suspirou de alívio.

O caminho de volta foi longo, mas o Pastor Amado o fez com alegria. Ele cantarolava enquanto caminhava, feliz porque o que estava perdido havia sido encontrado.

Quando o sol começou a nascer, pintando o céu de dourado e rosa, eles chegaram ao aprisco. O Pastor abriu a porta e as outras noventa e nove ovelhas acordaram com o barulho, balindo de felicidade ao verem Bella sã e salva.

O Pastor estava tão feliz que não conseguia guardar a alegria só para ele. Ele chamou seus amigos e vizinhos e disse: — Alegrem-se comigo! Eu encontrei a minha ovelha que estava perdida!

E houve uma grande festa naquele dia, porque a pequena Bella estava de volta ao lar.


A lição da história:

Essa linda história é uma parábola que Jesus contou na Bíblia. Ele queria nos ensinar algo muito importante sobre Deus.

Assim como o Pastor Amado, Deus nos conhece pelo nome e nos ama muito. Às vezes, como a pequena Bella, nós nos distraímos com coisas que parecem divertidas, ou desobedecemos e acabamos nos afastando do caminho certo. Ficamos perdidos, com medo e “presos nos espinhos” da tristeza ou dos erros que cometemos.

Mas a Bíblia nos ensina que Deus nunca diz: “Ah, deixa pra lá”. Ele sempre vem nos procurar. Não importa quão longe tenhamos ido, se chamarmos por Ele, Ele nos encontra, nos abraça com perdão e nos carrega de volta para um lugar seguro, perto do Seu coração. E quando nós voltamos para Ele, há uma festa enorme no céu!

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